Almanaque Virtual - 05/09/2005

Eles estão longe das passarelas dos eventos mais badalados da moda, mas acessíveis ao resto do mundo. Os fotologs deixaram de ser apenas palco para egotrips e se tornaram meios de exposição e venda de roupas e acessórios. Quem não tem espaço em grandes lojas, feiras e eventos do mundinho fashion agora se vira como pode anunciando em uma mídia que possibilita o contato em tempo real com o consumidor. De atualização mais fácil que um site, o fotolog ainda pode ser adicionado por qualquer pessoa cadastrada no sistema, e ela ainda é avisada das novas fotos dos seus “favoritos”. Em vez das tradicionais poses com biquinhos, nesse caso o que se vê são camisetas, bolsas e bijuterias feitas por quem tenta conquistar seu lugar ao sol.

Jennifer Ellen, 24 anos, faz bolsas, cintos e até correias para guitarras em sua marca, a Cabarett. Além de expor os produtos que vende, usa o fotolog como termômetro para medir o sucesso de suas novas criações. “Quando invento um modelo, primeiro posto no fotolog. Se comentarem, já coloco para vender. Se não, descarto e invento outra coisa”, diz a moça. Já Bruna Zanardo, a paulista por trás das camisetas e buttons do Playground People, acredita que a ferramenta reduz a barreira entre ela e o consumidor: “Muitos têm receio de comentar ou perguntar alguma coisa por e-mail, e o fotolog cria uma aproximação. É só deixar um comentário sem compromisso”. Outra Bruna, a Pericolo, expõe suas bijuterias no Cherry Soda e completa a afirmação de sua xará. “Pelo fotolog as coisas acontecem mais rápido”, garante.

Quem pensa que essa rede de vendas é controlada apenas por meninas se engana. Felipe Beltrão, de 26 anos, além de provar que esse não é um campo exclusivo do Clube da Luluzinha, é o dono do fotolog mais recente dessa turma. Felipe começou a divulgar as camisetas de sua Limonada há apenas dois meses e aproveita para esclarecer as dúvidas de quem tem medo de comprar pela Internet e acha que essa moda de fotolog não é coisa séria. “Faço o controle de qualidade do produto e se alguma camiseta estiver com defeito, peço para o cliente entrar em contato que dou um jeito de trocar”, explica o moço.

Não é só entre os brasileiros que eles fazem sucesso. Jennifer já enviou uma bolsa para Portugal e Felipe conta que os pedidos vindos de pessoas de outros países são às vezes mais comuns do que os feitos em outros estados. Além das barreiras derrubadas no caminho até o público, o cantinho virtual ainda ajuda a levar as marcas para lojas da vida real. “Através do fotolog, tive contato com lojas de outros estados que hoje revendem os produtos da Devil Girls“, conta Luciana Moreira, de 21 anos, criadora da marca.

Para os adeptos da praticidade, vender e comprar através do fotolog se tornou mais uma alternativa de se fazer negócio e andar na moda ao alcance do mouse. É só entrar, escolher seus favoritos, visualizar as peças, ver comentários de quem já comprou e recomenda e, ao contrário das grandes lojas virtuais, ainda dá para bater um papo descontraído com o dono!

Vai lá ver!

Cabarett - http://www.fotolog.net/cabarett

Cherry Soda Bijouhttp://www.fotolog.net/_cherrysoda

Devil Girls - http://www.fotolog.net/devilgirls

Limonada - http://www.fotolog.net/felipeguga

Playground People - http://www.fotolog.net/playgroundpeople


Ego

Liv Brandão, 22 anos, bailarina frustrada e proto-jornalista. Carioca demais pra ser mineira, mineira demais pra ser carioca.