Nós somos monges que fugiram do São Bento
Somos punks que traíram o movimento
Somos o grupo mais maneiro do momento
Kelvin & a Banda Surda!
Depois de nós nada será como antes
Já não pagamos nossa conta em restaurantes
Até usamos uns acordes dissonantes
Kelvin & a Banda Surda!
Damos entrevista pra que ninguém entenda
Muito em breve nós nos tornaremos lenda
Na Inglaterra já nos deram uma comenda
Kelvin & a Banda Surda!
Sempre somos a capa da revista
Toda hora nós trocamos de baixista
Nosso roadie só namora estilista
Kelvin & a Banda Surda!
Somos isso e ainda seremos muito mais
Nós não tocamos em concertos pela paz
Nós já deixamos os Stones para trás
Kelvin & a Banda Surda!
Nós enchemos de bebida o camarim
Depois do show nossas festas não têm fim
As nossas fãs são das que sempre dizem sim
Kelvin & a Banda Surda!
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A Kelvin (para os íntimos) é tipo piada interna. Existe há dez anos, ninguém ali leva aquilo a sério e o público é formado basicamente por amigos dos cinco integrantes. Todos jornalistas. Ou seja, todos cheios de amigos. Então faça as contas, a Kelvin é a banda desconhecida mais conhecida do Rio de Janeiro. Ou seja, piada interna. Os shows - que costumam ser ANUAIS - sempre lotam de fãs histéricos e ex-estagiárias saudosas. Ontem, na Cinemathèque, foi assim. Se gritassem “quem foi estagiária do Eusébio levanta a mão!“, a platéia ia parecer estar num desses shows imperativos de música baiana (”joga a mão pra cima!“). Estagiária prendada que sou, fui eleita a buscadora oficial de cerveja pro Eusébio. E fiz isso com o mesmo afinco de quando o líquido era café e o palco era o escritório em trabalhávamos arduamente. Sabe como é, uma vez estagiária, sempre estagiária. Não é assim a música?
Enfim, o show foi sensa, poveza se divertiu com as letras tipo essa daí de cima ou “a vida me varreu pra baixo do tapete” ou “podia ser bem pior, eu podia estar casado contigo“. Além de, claro, o melhor refrão do século. Ouvir “eu sempre me fodo” em loop faz um bem pra alma maior que se identificar com o refrão de Creep durante a adolescência.
Em resumo, esse foi mais um grande show na vida de Eusébio Galvão, Ricardo Calazans, Silvio Essinger, Pedro Motta Lima e Luiz Augusto Otávio Alberto. Tomara que não seja o primeiro e último de 2008.
* Para resenha, consulte o excelente e super imparcial Raios Triplos. Aquilo sim é jornalismo de verdade.
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Aí depois veio o show do grandprix, que estava aproveitando a ocasião para lançar oficialmente o segundo ep de sua vasta carreira. Faz parte da banda o mesmo Luiz Augusto Otávio Alberto que toca na Kelvin. O menino, por um acaso do destino, é filho da mesma mãe e do mesmo pai que eu. Coincidência, né, gente?
Falando sério, o único acaso do show foi meu irmão ter me chamado pro palco. Em tantos anos nesta indústria vital isso nunca tinha ocorrido e eu só não fui pega com as calças na mão porque tinha acabado de sair do banheiro. Enfim, semi-alcoolizada que estava, lá fui eu subir no palco e assumir os microfones. Na primeira, eles tocavam Ainda Bem (que você confere no MySpace, ó), foi só um trechinho.

Só que aí veio o fim do show, Luiz Augusto Otávio Alberto já tinha botado a casa abaixo ao cantar Glory Box, e o fulano resolveu desenterrar Melhor Assim, música deles mais antiga que nossa querida avó Guilhermina. Pois enfim, até achei que ele estivesse sem voz e por isso me botou na roda. E confesso que tremi. Porque, né, gente, quem me conhece sabe que eu não sou nada tímida. Mas quem me conhece mesmo sabe que meu ponto fraco é justamente cantar na frente dos outros. Me joga em cima do palco pra dançar, pra fazer mímica, pra dar cambalhota, mas não me pede pra cantar. Mas foi santa a cerveja, que só me deixou tremer depois que desci do palco.
Dizem que não desafinei e as fotos mostram que eu até levo jeito pra coisa. Quer dizer, pelo menos pose eu tenho. Se bem que, hoje em dia, pra ter credencial de rockstar só basta a pose mesmo, então tô no lucro. É, é isso. Acho que achei minha verdadeira vocação. Só falta começar os escândalos baratos.

Manenho e manenha dando desgosto orgulho à família





Até que enfim entendi a letra!
Pelo visto, ninguém entende. Nem o Eusébio. Porque eu só consegui a letra depois de ter roubado o papelzinho em que ela tava escrita, e que tava colado no chão.
onde luizinho comprou o tênis?